Le Tour du Monde; Aux ruines d'Angkor by Various

(6 User reviews)   3235
By Emily Rodriguez Posted on Dec 25, 2025
In Category - Sea Adventures
Various Various
French
Ever wonder what it was like to be one of the first Europeans to stumble upon a lost city in the jungle? This isn't a novel—it's a real collection of travelogues from the late 19th century, following French explorers as they hacked through the Cambodian wilderness to find the legendary temples of Angkor. The main conflict isn't with villains, but with nature itself: fever, wild animals, and the sheer, overwhelming task of documenting a civilization that had been swallowed by trees. It’s a raw, unfiltered adventure that reads like a time capsule, and it makes you feel like you're right there, brushing vines aside to see a stone face staring back.
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soffria sem verdes olhares d’inveja o luxo sybarita do competidor. Por largos annos fôra o unico pharmaceutico n’umas poucas de leguas em redor e gabava-se que não havia quem lhe levasse a palma na confecção d’umas certas pastilhas contra os vermes. Essa e a dos cães damnados eram muito suas e a ninguem as daria senão no ultimo arranco. Mas um dia—questões de politica, infamias, invejas!...—eis que lhe surge pela prôa a nova pharmacia, com proprietario rapaz a modos litterato e suas vistas altas de quem tem um curso e faz os rótulos em latim. Ia tendo uma apoplexia o sr. Domingos! A cada innovação que o seu rival trazia ás velhas costumeiras de botica provinciana, elle desabafava em murros no mostrador e furioso sorver de rapé. Andou atrapalhado uns tempos. O filho aconselhava que mandasse dar uma pintadella ás portas, comprasse estantes e livros encadernados, e lá emquanto aos letreiros mandava-se ao mano, que estudava no seminario, que os escrevesse. —Que não!—berrava o velho em vermelhas guinadas d’orgulho—que assim tinha vivido sempre e assim queria morrer; que levasse o diabo os modernismos! N’estes sentimentos era appoiado pela mana Joaquina, resmungando sempre encatharroada contra as novidades e contra o rheumatismo que mal lhe deixava arrastar as pernas trôpegas. Mas o caso é que a botica nova não lhe tirou freguezia, apezar dos fumos de sabichão do pharmaceutico, porque a boa gente da provincia gosta sempre de andar pelo seguro:—_ná_, diziam elles, temo-nos governado com o _sô Domingos_, e com as suas drogas nos iremos medicando; nada de venenos, que são os remedios novos! E batiam familiarmente nas costas do velhote, que esfregava as mãos triumphante. Passára-lhe já a maior furia, mas o rancor ficára latente e resmungão, como cachorro mal acostumado ao canil. Pessoa que, por acaso, ou propositadamente, entrasse na _nova_—como dizia com ironico despreso—era certo incorrer para sempre no desagrado geral da familia. Mas, isto era ao accender dos candieiros de petroleo,—não chegou ainda a civilisação do gaz a todos os cantos de Portugal—por um fim de dia de frigido janeiro. Lá fóra a escuridão fazia-se rapidamente, com um tremôr d’estrellas que annunciavam muita geada por essa noite fóra. O sr. Domingos José da Silva, _matriculado_ pharmaceutico no largo da Fonte, (como de si proprio dizia com grossa voz fanhosa e expedimentos de perdigotos por demais explicativos para quem lhe ficava em frente) estava nos seus momentos felizes. Era á hora a que os parceiros do _solo_ e da má lingua começavam a chegar, e toda a sua grossa pessoa rejubilava festiva. Não que elle fosse positivamente um mau homem, que não era! Mas aquelle fraco por saber o que se passava na terra, fazia-o esperar pela noite como pelo melhor bocadinho da sua estupida vida, partilhada entre as tizanas, as descomposturas aos freguezes pobres, e o desvanecimento pela esperteza propria e a da familia. Não era raro ouvir-lhe contar os adeantamentos e habilidades da sua prole, n’estes e n’outros discursos por igual demonstrativos. —«O meu filho _Antoino, cabalidade, cabalidade_!... Deu os riscos p’ró chafariz novo. Ainda os pintava melhor, a _cambra_ é que não quiz gastar dinheiro. Mas deixem-me ser _vérador_ que o caso é _oitro_...» Tinha ferrado no bestunto esse ideal supremo de labrego, que ao acaso de muito pontapé da sorte conseguira largar o cabo da enxada pela mão do almofariz. Passeava, pois, o sr. Domingos José da Silva ao longo e largo da pharmacia, para melhor aquecer os pés mettidos em tamancos forrados; esfregava as mãos vermelhas e enfrieiradas vestidas de _mitenes_ d’algodão verde salsa; tossia para o _cache-nez_ enrolado ao pescoço, e esperava...

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This book is a compilation of first-hand accounts, primarily from French explorers and colonial officials, who traveled to Cambodia in the late 1800s. Their mission was to reach, document, and understand the massive temple complex of Angkor, which had been largely abandoned to the jungle for centuries.

The Story

There's no single plot, but a series of journeys. You follow these adventurers as they sail up rivers, trek through dense, malaria-ridden forests, and finally emerge into the clearings where Angkor Wat and other temples rise from the roots and vines. The "story" is their struggle to get there, their awe at the scale of the ruins, and their attempts to make sense of the art and architecture they found. It's part expedition log, part cultural discovery, and part pure survival tale.

Why You Should Read It

The power here is in the perspective. Reading these original reports strips away the glossy tourism of today. You get the grit, the mosquitoes, the genuine shock of discovery, and the colonial attitudes of the time, all unvarnished. It’s less about dry facts and more about the human experience of confronting something ancient and magnificent. You can almost feel the humid air and hear the jungle sounds.

Final Verdict

Perfect for armchair adventurers, history lovers who want a primary source feel, and anyone fascinated by Southeast Asia. If you prefer fast-paced fiction, this might feel slow. But if you've ever looked at a photo of Angkor and wondered, "What was it like to find this?"—this book is your answer. It's a unique portal directly into that moment of rediscovery.



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William Clark
2 years ago

Not bad at all.

5
5 out of 5 (6 User reviews )

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